quarta-feira, 22 de março de 2017

400000 visualizações


Quando ainda, em finais de 2007, comecei a chatear o João Guerra para fundarmos um blogue, que à época estavam a florescer, para aí relatarmos as nossas aventuras, nunca me passou pela cabeça que viria a ficar dependente deste salutar vício de relatar aventuras online. Não só dependente, mas igualmente exigente para com os restantes elementos da equipa no sentido de, também eles, ajudarem a construir a nossa história, para memória futura, num engenho recente.

Entretanto passaram-se 9 anos, 1 mês e 11 dias, para atingirmos o bonito número de 400000 (quatrocentas mil) visualizações. Parece pouco mas, na realidade, analisando o público-alvo deste tipo de assunto (btt), a população portuguesa e o interesse que as notícias publicadas poderão ter para públicos de outras nacionalidades, talvez seja um número digno de satisfação e regozijo pela quantidade de visualizações agora atingidas.

Relembro que ainda em 2013, na altura com 5 anos online, não vindo de Portugal mas de Espanha, tivemos o reconhecimento do Turismo Espanhol em Portugal como um dos 3 blogues mais influentes e dinamizadores do btt no nosso país, que na altura nos brindou com a inclusão de um elemento (eu próprio) numa press trip dedicada ao conhecimento e divulgação dos Centros de BTT da Galiza, que nos viria a dar mais ânimo para continuarmos com o nosso projeto.

O desaparecimento do Hi5 (para quem ainda se lembrar) e a chegada do Facebook, trouxe novas formas dos praticantes e simpatizantes do btt se reunirem e partilharem histórias, mas mantivemos a perseverança quanto à manutenção do nosso blogue, apesar da luta desigual. A pouco e pouco temos vindo a envelhecer e a descobrir que os receios que inicialmente tínhamos na publicação de determinados assuntos supostamente usuais, afinal não tinham razão de existir, pois afinal todos partilhamos ideias idênticas e coletivas, apesar de parecerem originais e pessoais.

Para não alongar a conversa resta-me agradecer, em primeiro, a todos aqueles que nos seguem (apesar de não subscreverem o blogue... porquê?), mas também a todos os elementos da equipa que fazem e aos que já fizeram parte deste grupo a que eu gosto de chamar família, pela colaboração na feitura da história do Clube de BTT Zona 55, que na realidade é um bocadinho da história pessoal de cada um de nós e de todos aqueles com quem já nos cruzámos por aí num trilho qualquer a fazer uma das coisas que mais prazer nos dá nesta vida: andar de bicicleta!

Obrigado por nos visitarem na nossa "casa"... o blogue da Zona 55,
João Valério.

domingo, 12 de março de 2017

Participação da equipa (Gavião)

Representação a cargo de:
65km - João Valério

Este ano tive a disponibilidade e o prazer de poder voltar a participar neste excelente evento, que tem lugar na terra que viu nascer o meu pai, com Organização a cargo de um grupo de simpáticos e trabalhadores amigos, sempre disponíveis para ajudar.  

Cheguei pelas 08h10 e facilmente encontrei estacionamento, mesmo defronte à porta das Piscinas Municipais, onde estavam definidos os banhos e ali junto as mangueiras ligadas a uma boca de incêndio para posterior lavagem das "burras". Com a mesma calma levantei o kit de inscrição e preparei-me para a tarefa do dia.

Reuniram-se na partida 137 inscritos, divididos pela Meia Maratona (90) e Maratona (47), num pelotão com partida única para ambas as distâncias e escalões previstos. Ao contrário das últimas edições em que aqui participei, o local do secretariado/partida foram diferentes.

Posicionei-me a meio do pelotão, para não atrapalhar ninguém ou vice-versa, pois não os meus objetivos passavam unicamente por cumprir a distância a que me havia proposto sem problemas técnicos nem quedas, tentando superar-me a mim próprio e alcançando a melhor classificação possível.

A partida foi dada à hora definida (9h00), com direção diferente daquela a que já estava habituado em outras edições onde estive presente. O dia estava solarengo, mas com uma aragem fresca... mesmo a calhar! Lá pelo meio do pelotão vi uns quantos "tubarões" cá da praça, alguns dos quais não os via desde o último Outono. Relativamente à distância inicialmente promovida de 65km para a Maratona, foi posteriormente reduzida para sensivelmente 55km, por motivos logísticos, segundo a Organização.

A partida foi dada organizada, mas uns meros 10 metros adiante já um jovem participante se estatelava no alcatrão, vítima do embate inicial imposto e para o qual revelava não estar ainda devidamente treinado. Após uns palavrões e umas palavras de ânimo por apoiantes, lá se levantou e voltou ao pelotão. Escassos quilómetros adiante e na passagem de asfalto/terra, lá fui temporariamente ultrapassado pelo mesmo rapaz, que claramente evidenciava não controlar a bicicleta como era suposto, talvez por ser demasiado grande para ele.

Apesar de estar sol, a chuva que caíra no início da semana anterior ainda não se havia infiltrado nos terrenos, causando aqui e ali algumas poças de água sem possibilidades de contorno. Os cuidados iniciais para evitar molhar os pés ou sujar a roupa, depressa viriam a revelar-se inúteis, pois as situações repetiam-se regularmente e não havia como evitá-las indefinidamente.

A minha opção em aderir à utilização de prato único (32 dentes), revelou-se mais uma vez ter sido uma sábia decisão, principalmente por é menos um componente (desviador da frente) com que me preocupar em terrenos enlameados.

Tal como é costume, o "motor" só começou a puxar depois dos primeiros 15km, mas o fácil terreno inicial propiciou-se a que não me atrasasse muito em relação ao pelotão da frente, principalmente porque os participantes em ambas as distâncias se mantiveram juntos até à divisão, que se veio a encontrar apenas ao km25, momento em que me encontrava a travar uma luta com alguns outros atletas, dos quais me vi repentinamente separado, por terem todos virado para os 35km. Aproveitei a zona de abastecimento ali inteligentemente bem colocada para comer umas frutas e fiz-me de novo aos trilhos, agora sem companhia.

De forma bastante profissional, lá fui confirmando a presença dos elementos do staff que controlavam a passagem dos atletas.

O percurso revelou-se todo ele muito bem sinalizado, com raras excepções. A localização das zonas de abastecimento também estiveram impecáveis, assim como, a disposição dos elementos da Organização ao longo do percurso para ajudar na prova. Só notei a falta de pessoal a tirar fotografias, principalmente em locais merecedores de uma foto de passagem.

O percurso foi bastante rápido e relativamente fácil até à separação das distâncias, a partir daí seguiram-se diversos parte-pernas e a moral desceu pela progressão quase sempre sozinho. 

Os prémios estavam dispostos junto à zona de meta, onde à minha chegada já se procedia à entrega aos respetivos vencedores. Quanto a mim, não ganhei nenhum prémio, à excepção de ter tido uma participação sem falhas mecânicas nem físicas. 

Sem quaisquer constrangimentos nem filas, pude lavar a bicicleta nas calmas e o mesmo se sucedeu com o meu banho, ambos os serviços com condições satisfatórias. Relativamente ao almoço, optei por inscrição sem refeição, pelo que não tenho dados quanto a esse serviço, sabendo que estava previsto ser servido num restaurante local.

Esta foi a voltinha que nos calhou aos que fizémos a distância maior.

O ritmo cardíaco alterou-se significativamente a partir dos 36km.

Percurso da 6.ª Maratona ABC Gaviões (clicar para ver track)
Foram um total de 54,15km, com 965 metros de acumulado positivo.


01.º - 02:21:39 - José Aparício (Branquinhos do Pedal)
02.º - 02:21:46 - Manuel Alves (Pedais do Arrão)
03.º - 02:22:29 - António Eloy (Ribabike)
32.º - 03:14:00 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
44.º - 03:37:37 - Último


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Organização, Bruno Facundo, João Valério 

domingo, 5 de março de 2017

Participação da equipa (Fátima)

Representação a cargo de:
35km - José Silva

Resumo da MARATONA SOLIDÁRIA BTT CIDADE DE FÁTIMA | 2017
2# Taça Regional XCM Santarém
1# Troféu Open Meia Maratona Santarém / Pódio Bikeshop 


Apresentavam-se à partida, no total, cerca de 484 participantes, 73 federados na Maratona, 103 na Maratona Promoção e 308 na Meia Maratona. Prova com duas distâncias a percorrer: Meia Maratona com 38km e 67km a Maratona.

Local de partida e chegada na zona do Estádio de Fátima, onde estava o secretariado, estacionamento com bastante espaço e banhos nos balneários do campo de futebol. A minha participação foi na Meia Maratona. 


Partida dentro do horário previsto, organizada por boxes com diferença de 5 minutos entre a Maratona e a Meia Maratona, com início em piso de alcatrão bastante rápida. 



 
A prova realizou-se do início ao fim sempre debaixo de chuva. O percurso  com cerca de 38km bastante rolante, apresentava uma altimetria anunciada de cerca 930mt, mas algo exigente tecnicamente a nível do piso, pois encontrámos zonas de muita lama e fisicamente no que respeita a subidas (Castelo de Ourém).



Percurso bem marcado com fitas, marcação no pavimento e placas bem visíveis nas zonas de viragem, elementos da organização e GNR colocados nos locais de travessia de asfalto, abastecimento bem colocado. 






Em relação ao almoço, não tenho qualquer comentário, porque não fiquei para almoçar. Em relação aos banhos, não correram da melhor forma para a maioria dos participantes uma vez que só se encontravam disponíveis até às 12h00 os excelentes balneários do estádio com água quente, a partir dessa hora quem optasse por tomar banho tinha à disposição as instalações do ringue que não apresentavam as mínimas condições: água fria e espaço reduzido. Em relação à minha prestação, classifiquei-me em 33º da geral e 1º na estreia do escalão veteranos C da meia-maratona com a distância percorrida de 38 Km em 1h48m10s, média de 21,08km/h.


001.º - 01:33:11 - Leonardo Marcelino (Róódinhas/Santos Silva)
002.º - 01:33:12 - Ricardo Barros (Os Fincadas/URD Juncalense)
003.º - 01:34:51 - Hugo Moreira (Podium)
033.º - 01:48:10 - José Silva (Clube de BTT Zona 55) / 1.º Vet. C
268.º - 03:32:12 - Último 

ÁLBUM DE FOTOS


Créditos à reportagem
Texto: José Silva
Fotos: Carla Batista, Urbina Varela

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Participação da equipa (Romeira)

Representação a cargo de:
35km - Vítor Guerra
60km - João Guerra, João Valério

Fui o primeiro da equipa a chegar à pequena povoação de Romeira, a escassas quilómetros da cidade distrito de Santarém, pelas 08:15, onde havia espaço suficiente para estacionar. Os irmãos Guerra foram de casa de bicicleta, numa curta viagem de 5km, para aquecerem os músculos. Levantei os dorsais e esperei pouco pela chegada dos meus companheiros de equipa. 

Levantei os nossos dorsais calmamente e sem filas. Ali ao lado estava a mesa posta, com uma simpática miscelânea de doces, frutas, sumos e águas, mas não me senti tentado, antes pelo contrário, tive de recorrer aos lavabos para largar lastro.

O dia estava espetacularmente solarengo, um pouco fresco, mas suportável. O terreno ansiava pelas nossas rodas. Apesar de  me ter custado a levantar de manhã para guiar 75km até aqui, senti-me feliz e satisfeito por ter aceite o convite do João Guerra para participar, ao invés de ter ficado na cama a ganhar rugas. 

A entrada para a manga única de distâncias realizou-se calmamente para os cerca de 150 participantes inscritos ali presentes neste que foi o primeiro evento organizado pela equipa da Ofimoto/Rvirtual. As expetativas eram muitas, pois nas imediações há muitos trilhos dignos desse nome e apropriados para a prática de btt.


O João Guerra, como é seu hábito, colocou-se junto à cabeça do pelotão, tendo saído no grupo da frente e desde logo a dar tudo o que tinha para dar. 


 Eu e o Vítor arrancámos a cerca de meio pelotão e em ritmo descontraído, apesar de irmos para distâncias com extensões diferentes. 


Surpreendentemente, os atletas na cabeça do pelotão pareciam travar um andamento desenfreado logo à saída da partida, mesmo apesar de não haver carro ou moto na sua frente, o que levou a que o pelotão total se mantivesse unido inicialmente durante algum tempo, dando tempo para um aquecimento ligeiro, pois percorremos algumas centenas de metros em asfalto até nos enfiarmos no mato.

 O João Guerra, que para ele esta zona é o seu quintal de treinos, levou a sua audácia longe demais logo ao km17, onde numa descida acentuada perdeu o controlo da sua Bergamont, tendo vindo a cair e sendo recolhido do local por se apresentar com dores e sem condições físicas que o permitissem continuar em prova.

Ainda não tinham passado 10km e lá começaram os problemas... pois as fitas sinalizadoras de percurso escolhidas eram pretas e amarelas, fazendo-as passar despercebidas, além de se encontrarem mal colocadas também se agarravam à vegetação e arvoredo e outras ainda desprendiam-se e rolavam pelo chão. As marcações no solo, em pó de pedra, especialmente setas, também não abundavam e o mesmo sucedia com as setas em madeira.


Após cerca de 4km enganados, num pelotão de cerca de 15 participantes, onde seguia o Vítor Guerra, eu, a que se sagraria vencedora feminina dos 60km e mais uns quantos rapazes, lá conseguimos voltar ao percurso correto, mas já com acumulado positivo extra e bastantes minutos perdidos para os restantes competidores, numa altura em que o percurso ainda era comum a ambas as distâncias.


Apesar de ter encontrado bastantes trilhos fabulosos e ter visto algum trabalho de limpeza que deverá ter dado bastante que fazer à Organização, o certo é que fomos brindados com demasiados quilómetros em asfalto, atrevendo-me a arriscar mais de 20km percorridos em alcatrão. Parafraseando um participante que a páginas tantas seguia junto de mim: "Se eu soubesse tinha trazido a bicicleta de estrada!".

Depois da separação de percursos e nova união destes, voltámos à zona onde se deu a partida, onde o mini-raid tinha fim e o raid seguia para mais 17km, quase todos eles em asfalto e a rolar entre os 30km/h e os 45km/h. 

Já a escassos quilómetros da meta encaminharam-nos para uma zona-espetáculo, onde me voltei a enganar, seguindo em frente e voltando com 400m não previstos. Relativamente a zonas de abastecimento, vi diversas mas não usei nenhuma, uma vez que fui abastecido de casa.



Já a apenas 100m da meta, voltei-me a enganar por inexistência de quaisquer tipo de marcações, levando-me a percorrer +800m além do percurso regular, tendo assim terminado com uma cabeça do tamanho de um melão, mas feliz com a minha prestação pessoal, face à minha atual condição física.

No fim de contas o João Guerra foi quem ganhou... o metacarpo e o pisiforme da mão esquerda fraturados e 2 meses de baixa, mas por outro lado teve de me pagar o almoço porque estava em jogo qual de nós chegaria em primeiro à meta... a pedalar. Venham dias melhores, porque agora fiquei sem o meu principal concorrente da equipa, para me dar cabo do juízo e me desafiar para a luta no btt.


Percurso da distância maior (Raid 60km)
Realizado com enganos versus Marcado para realizar


ÁLBUM DE FOTOS DA ORGANIZAÇÃO


CLASSIFICAÇÃO GERAL
Classificação Meia Maratona (35km)
01.º - 01:23:30 - Luís Cardoso (Róódinhas/Santos Silva)
02.º - 01:27:52 - António Eloy (Ribabike)
03.º - 01:27:59 - Hélder Costa (Ass. 20km Almeirim/O Forno)
51.º - 02:13:47 - Vítor Guerra (Clube de BTT Zona 55)
111.º - 03:17:19 - Último

Classificação Maratona (60km)
01.º - 02:41:02 - Fábio Pedrosa (Casa Povo Abrunhosa)
02.º - 02:41:04 - Sérgio Gaspar (Bike Box)
03.º - 02:43:37 - Gil Azóia (Róódinhas/Santos Silva)
28.º - 04:11:05 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
35.º - 04:42:09 - Último
DST - João Guerra (Clube de BTT Zona 55)

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Scalabitrilhos, Tiago Carvalhal, Carla Silva, João Valério

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