sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Treino Semanal

Reportagem 3 em 1: Treino Semanal + Test Drive Merida Carbon FLX 2000D '09 (Parte 1 - Passeio Descontraído) + Paúl do Boquilobo e a sua conservação.

Treino com a presença de (esq.ª > dt.ª): João Valério, Nuno Santos e José Santos. Poucos mas bons...
Partida dada já bastante tarde, cerca das 09H45, 2 faltas de comparência à última hora, uma Merida Carbon FLX 2000 (modelo 2009) cedida pela RHC Motos/Bikes para Teste Drive e uma espectacular manhã para a prática de btt, estavam lançados os dados.

Encaminhámos-nos então em direcção ao Paúl do Boquilobo e Mato Miranda.

O início foi descontraído e de diálogo (ainda o Festival Bike...) e a Merida do teste, claro!

Quanto a mim (Valério) trajava equipamento adoptado pela Zona 55 Bike Team, personalizado a posteriori para o efeito.

À falta de novos elementos com jeito para as fotos, lá tive de alinhar eu... e com muito gosto.

Eis que chegávamos ao Paúl do Boquilobo, no ar os cheiros próprios das vinhas e dos vinhos.


Os primeiros 10kms aos comandos da FLX foram principalmente de adaptação ao sistema de manetes de mudanças.

Pelo caminho cruzámos-nos com um rebanho de ovelhas, decerto mal comportadas, pois eram preciso 2 pastores para as acompanhar. Talvez um dos pastores estivesse em estágio!?


Voltei às fotos técnicas.... ;)

Entrávamos agora na Reserva Natural do Paúl do Boquilobo. Para quem nunca visitou, o nome prevê tratar-se de algo imponente, tais como os enormes placards existentes na A1 e na A23.

Os campos encontram-se verdes e desertos, à excepção de uma ou outra máquina agricola...

... e ao ruído da passagem dos combóios ali próximo na linha do norte.

As subidas já não metem medo ao Nuno Santos, uma das mais recentes companhias da equipa que está em vias de integrar o quadro oficial da equipa.

Aqui e ali algumas poças de água e zonas de lama: "Cuidado! Não posso sujar a Merida!"

O J. Santos tinha agora a oportunidade de experimentar a Merida. Durou pouco mais de 500 mts o seu teste. Habituado ao luxo da sua BH Over X, com o espigão descido ao máximo e o guiador inversamente colocado lá nas alturas, sem pedais de encaixe e posição de condução à passeio de Domingo, lá acabou por desabafar: "- Não gostei. Um gajo vai muito deitado!"

Já o Nuno Santos: "- Eu ainda não estou bem habituado a este tipo de máquinas! Mas pelo preço deve ser um espectáculo."

Vamos lá então ao meu parecer nesta primeira abordagem: Para que se saiba esta bike não vem equipada de origem com o material que abaixo enumero, é uma personalização RHC Motos/Bikes. Além disso troquei os pedais da Crank Brothers pelos meus SPD... não tinha calçado adequado, tá bem? O selim também troquei por um WTB (que grande dor de costas...)

Pneus: Hutchinson Python - Aros: Rody Cross Country Disc XC.

Suspensão: Rock Shox Tora - Guiador: FSA XC180 - Avanço: FSA

Quadro: Merida Carbon FLX 2000D - Bichas: Jagwire.

Pedaleiro: Shimano Deore Lx (centro ôco) - Desviador Frente: Shimano Deore Lx.

Desviador Traseiro: Shimano Deore Lx - Cassete e Corrente: Shimano XT.


Os cerca de 12,100kgs (pesagem grosseira) da Merida, personalizada pela RHC Motos/Bikes, talvez pareçam demasiado, mas comporta-se muito bem. Já os pneus Hutchinson Python não me convenceram... continuo fã dos Maxxis Larsen TT.

A maioria do pessoal com quem vou falando... e até mesmo eu, por vezes, temos a mania de dizer que se o material (Shimano) não for acima de LX já não conseguimos uma boa prestação: Esta Merida equipada por completo no sistema de mudanças com Shimano LX Deore, é um espectáculo. Muitas vezes o que falha é uma afinação e limpezas em condições.
Voltando ao treininho, lá fizemos mais uma paragem para decidir qual o trilho a seguir.

Este pelos vistos não era o melhor caminho a seguir... não me apetecia nada sujar a Merida!


Chega agora a vez de "lascar" na forma de tratamento que as entidades responsáveis (não) têm assumido perante o ambiente, mais propriamente na zona envolvente e interior deste local.

Mesmo junto à entrada principal desta RESERVA NATURAL, antes mesmo de vermos o que quer que seja, vem-nos imediatamente um tremendo cheiro nauseabundo que provem do Rio Almonda que passa ali junto.
A cor da água é a que se vê: branca.

Esta é a entrada oficial dos visitantes que seguem as placas desde a A23.

Além da poluição que apresenta o Rio Almonda, outros ribeiros seus efluentes sofrem do mesmo mal. Supostamente de explorações agricolas e animais.

As águas paradas são outro problema, uma vez que os Ribeiros e o Rio se encontram obstruídos por outro tipo de detritos e vegetação que cresceu no seu leito e margens.

Próximo aos canais referidos, além do cheiro os insectos que ali se juntam são aos milhares.

Há cerca de 2 anos que passeamos de bicicleta por aqui e sempre deparámos com esta situação, que segundo populares já se arrasta há anos. Será que o Rio Almonda só merece ser despoluído e dragado no centro da cidade de Torres Novas?? Aqui talvez considerem não ser necessário dispender verbas, uma vez que está escondido? Como se costuma dizer: "Haja quem meta mão nisto".

Já de regresso ao centro de Torres Novas, ainda nos cruzámos com trabalhadores que procediam à apanha de pimentos, que deverão ter um sabor excepcional, já que as raízes dos pimenteiros são bem adubadas pelas águas paradas próximas.


E após alguns minutos de espera, finalmente lá apareciam os Santos (Zé e Nuno).

Foi um treino bem interessante. Fizémos 31kms descontraidamente e a uma média 16km/h.

Reportagem: João Valério

Agradecimentos: RHC Motos/Bikes

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